Livreiros #3: Praça da Sé

São Paulo é um turbilhão. Quem mora talvez não perceba, mas quem visita sente: a vida não para, o tempo parece escasso, as distâncias são longas e o ritmo é agitado. Como é ter um sebo em uma cidade que nunca descansa? Quais são os hábitos de leitura desses 11 milhões de paulistanos, emigrantes e imigrantes que habitam a capital?

Numa tentativa de responder a essas perguntas, fomos até a Praça da Sé, o coração pulsante e centro geográfico dessa gigante cidade. Lá existe a grande catedral que se projeta sobre a maior estação de metrô da América Latina e já assistiu a muitos protestos, encontros e manifestações de toda a sorte, além de servir de morada para uma população de rua que nunca para de crescer, e um comércio informal que vende desde chocolates abaixo do preço até truques de mágica.

Ao redor disso tudo, temos a maior concentração de sebos da capital paulista. Na Praça Carlos Gomes, na Praça João Mendes e na rua Álvares Machado encontramos mais de dez sebos separados por quadras de distância. Escolhemos cinco livrarias para visitar e entrevistar – um recorte feito a partir da relevância e da peculiaridade –, e trazemos para vocês um pouco da experiência que é ter um sebo ao redor da Praça da Sé.


SEBO NOVA FLORESTA
Sebo Nova Floresta
O Sebo Nova Floresta fica na Praça João Mendes e tem mais de três andares repletos de livros, além de uma estante na entrada cheia de edições antigas de enciclopédias, livros antigos e raros e edições únicas. O Nova Floresta é conhecido por agrupar coleções e vendê-las completas, um lugar para colecionadores e pesquisadores.

1. Nome, idade
Precisa dizer a idade? Meu nome é José Amorim de Jesus, tenho 52 anos.

2. Há quanto tempo você trabalha com livros?
Há trinta anos.

3. Há quanto tempo o sebo/livraria existe?
Dezesseis anos.

4. Por que trabalhar com livros?
Olha, eu sou do Nordeste, do estado da Bahia, cidade bem do sertão: Quijingue. Ninguém conhece, fica no fim do mapa. Eu cheguei aqui em 1986 e esse foi o primeiro emprego que eu tive, comecei a trabalhar sem nenhuma expectativa e de repente descobri que era o que eu queria. Nunca mais saí.

5. Como você encontra o material que vende aqui?
Bem, os clientes trazem aqui no balcão, ou então por anúncio – vamos à casa dos clientes avaliar e fazer a compra.

6. Como funciona o movimento do público por aqui? Como é ter um sebo na Sé?
O movimento no momento tá parado. Fisicamente, tá parado. Essa crise política, econômica e social tirou o povo dos sebos. E também a internet, contou muito contra.

7. Historicamente, a área adjacente à Praça da Sé sempre foi conhecida por ter uma grande quantidade de sebos. Nos últimos anos, desde o início da década de 2000, esse número diminuiu consideravelmente. A que você relaciona essa diminuição no número de sebos no entorno?
Devem ter fechado uns cinco nos últimos anos. Inicialmente foi por causa da internet, que acabou fechando as portas de alguns. Só ficou quem tava bem estruturado, e mesmo assim…

8. Você se interessa por novos autores? Procura autores locais?
A gente não tem preferência, o cliente traz o livro aqui e fazemos uma seleção do material, o que costuma vender mais a gente compra. Trabalhamos muito com livros raros, edições únicas, como você pode ver ali na estante, então essa é a nossa preferência.

9. Você acha que o povo brasileiro gosta de ler?
Muito pouco. E agora menos ainda, com essa história de smartphone. Eu pego metrô, né, todos os dias, e há cinco anos atrás eu via muita gente lendo, com um livro aberto. E eu sempre tive esse costume de ficar observando. Hoje, em um raio de 4m, você vê vinte, trinta pessoas no smartphone, e um ou dois com livros. Outro dia eu contei, no vagão até onde eu conseguia ver, tinha umas seis pessoas no celular. E nenhuma com livros.

10. Qual o último livro ou revista que você leu?
Ultimamente tenho lido um pouco de cada um, e acaba que nunca termino. Para quem trabalha com sebo, essa é a maior ironia, não dá tempo para pegar um livro e terminar. Então leio um pedaço de um, um pedaço de outro… Mas eu no momento tô lendo um livro do Sêneca, “Sobre a brevidade da vida”.

11. Que tipo de livro o senhor mais vende por aqui?
Depende da época. Por exemplo, agora estamos em época escolar. Então vendemos muitos paradidáticos. Mas normalmente o ano todo é Direito, Filosofia e Medicina.

12. Você acredita que dá para viver a vida vendendo livros?
Dá sim, agora… precisa saber trabalhar. Com livros usados, você precisa saber trabalhar, senão não prospera muito. É preciso conhecer o material.

13. Quanto tempo você geralmente leva para chegar até aqui diariamente?
Moro perto. Quinze minutos de metrô.

14. O que você faz quando não está aqui trabalhando? O que te dá mais prazer nessa vida?
Quando eu não tô trabalhando, tô trabalhando. Trabalho com livros o dia todo aqui, e quando vou para casa, trabalho com livros pela internet. Eu tenho na internet uma página na Estante Virtual: Amorim Livros. E lá eu faço a venda dos livros que eu próprio encontro.

SEBO DO MESSIAS
Sebo do Messias
Messias Antonio Coelho é o dono do Sebo do Messias que, arriscamos dizer, é o mais conhecido de São Paulo. Dois andares repletos de livros, e não apenas livros, uma série de objetos que vão desde máquinas de teleprompter antigas até móveis e abajures. Com um acervo tão variado e extenso, “Seu Messias” não para de trabalhar um segundo – nossa entrevista foi entrecortada constantemente pelo som de um telefone que nunca parava de tocar.

1. Nome, idade
Messias Antonio Coelho, 75 anos.

2. Há quanto tempo você trabalha com livros?
Há 46 anos.

3. Há quanto tempo o sebo/livraria existe?
Há 46 anos!

4. Por que trabalhar com livros?
Eu comecei como representante de uma editora, editora essa que me vendia os livros por um preço mais em conta, então eu ia até os sebos da época e conseguia vender esses livros, ganhava os meus trocadinhos. Eventualmente fui gostando do assunto até o dia em que adquiri a minha primeira biblioteca particular.

5. Como você encontra o material que vende aqui?
Eu tenho bastante propaganda, então muita gente entra em contato e eu aciono umas peruas que vão até as residências retirar os livros. E tem bastante gente que vem até aqui a livraria vender os seus livros que já leram ou não querem mais ter em casa.

6. Como funciona o movimento do público por aqui? Como é ter um sebo na Sé?
O meu movimento é bom, presencialmente e na internet, nós temos um site próprio, um dos melhores do Brasil. Aqui costuma ser o lugar onde as pessoas vêm para procurar livros usados.

7. Historicamente, a área adjacente à Praça da Sé sempre foi conhecida por ter uma grande quantidade de sebos. Nos últimos anos, desde o início da década de 2000, esse número diminuiu consideravelmente. A que você relaciona essa diminuição no número de sebos no entorno?
A área que tem mais sebos é aqui na João Mendes. Muitos fecharam. Não sei falar se é por causa da venda online, dessa coisa que é a Estante Virtual, porque eu não tenho conhecimento, não entro, então não sei se diminuiu ou se aumentou. Mas que muitos sebos fecharam, fecharam.

8. Você se interessa por novos autores? Procura autores locais?
Não, porque eu não sou editor, sou livreiro de livros usados.

9. Você acha que o povo brasileiro gosta de ler?
Sempre! Se não gostasse eu não estava com a minha livraria aberta há 46 anos.

10. Qual o último livro ou revista que você leu?
Em casa de ferreiro, o espeto é de pau. Eu trabalho que nem um condenado, das 7h da manhã às 7h da noite. Não tenho muito tempo para ler.

11. Que tipo de livro o senhor mais vende por aqui?
De todas as áreas. A gente separa os livros por assunto nas estantes, mas a livraria é muito grande, o estoque é muito grande, tem um pouco de tudo.

12. Você acredita que dá para viver a vida vendendo livros?
Sim, ganho até agora. Por isso tenho lutado bastante. Tenho 50 funcionários, estou há 23 anos sem férias, infartado há quinze. Eu podia ter uma secretária atendendo o meu telefone, mas prefiro fazer isso eu mesmo. Todo dia das 7h às 19h, até meu almoço é aqui dentro. Todo dia.

13. Quanto tempo você geralmente leva para chegar até aqui diariamente?
Moro perto. Dez minutos de carro.

14. O que você faz quando não está aqui trabalhando? O que te dá mais prazer nessa vida
Quando eu não tô trabalhando é só no domingo, então fico em casa com os meus netos.

SEBO MACHADO DE ASSIS
Sebo Machado de Assis
“Leia mais gastando menos” é o lema do Sebo Machado de Assis. Localizado na pequena rua Álvares Machado, fica em frente a um outro sebo dos mesmos donos. O Machado de Assis incentiva o escambo, a troca de um livro usado por outro, e possui uma vasta coleção de Literatura nacional.

1. Nome, idade
Celso Benáquio, tenho 64 anos…

2. Há quanto tempo você trabalha com livros?
…e 48 de profissão.

3. Há quanto tempo o sebo/livraria existe?
Desde 2002. E temos esse aqui na frente, o Álvares Machado, desde 2000. E mais outro, o Riachuelo, na Rua do Riachuelo, desde 2004 ou 2005.

4. Por que trabalhar com livros?
Comecei com quinze anos. Não foi nem uma decisão, foi uma oportunidade. E desde os quinze anos sempre trabalhei com livros, não tive outra profissão. Comecei como empregado de uma livraria, vendendo livros novos. Alguns anos depois, essa livraria começou a trabalhar com livros usados, e eu continuei na mesma loja. Aprendi a mexer com livros usados, e depois de muitos anos eu abri a minha primeira loja, a Álvares Machado.

5. Como você encontra o material que vende aqui?
Quando eu comecei, tinha um espaço vazio. Nem prateleira tinha. Aí eu e meu sócio compramos as prateleiras e fomos até as casas de caridade, brechós, comprar mercadoria. E depois, com a loja funcionando, isso em si já atrai muita gente para vender. Muito cliente vende. E hoje existem os sacoleiros, pessoas que vão às casas de caridade e trazem para revender para nós.

6. Como funciona o movimento do público por aqui? Como é ter um sebo na Sé?
Vem, vem bastante gente. Já tivemos tempos melhores. Hoje, com a internet, caiu um pouquinho.

7. Historicamente, a área adjacente à Praça da Sé sempre foi conhecida por ter uma grande quantidade de sebos. Nos últimos anos, desde o início da década de 2000, esse número diminuiu consideravelmente. A que você relaciona essa diminuição no número de sebos no entorno?
Primeiro, pelo problema econômico que nosso país atravessa. Segundo, pela concorrência, e terceiro, a internet, que te ajuda por um lado e te atrapalha por outro. Ajuda você a vender para clientes de fora da cidade, onde você não teria essa possibilidade de venda, mas afugenta um pouco o público do dia a dia que costuma vir na loja. Antes o cliente saía de casa e ia procurar o que ele queria, hoje em dia pela internet ele já sabe o livro que quer e vai diretamente lá, ou pede pelo correio.

8. Você se interessa por novos autores? Procura autores locais?
O que acontece, né, novos autores precisam de muita divulgação para vender. E quem faz a divulgação não somos nós, é a própria editora deles. Então se ninguém conhecer esses autores, fica quase impossível para gente vender. Então não é muito interessante para gente fazer esse investimento em novos autores.

9. Você acha que o povo brasileiro gosta de ler?
Gosta, mas hoje tem muita coisa que interfere. É o celular, é o Whatsapp, é o computador, é o cinema, tudo isso tira um pouco o foco do livro. Em geral gosta de ler, mas às vezes o material é muito caro, então quem gostaria de ler um, dois livros por mês muitas vezes não tem essa possibilidade.

10. Qual o último livro ou revista que você leu?
Olha, faz tempo viu? Porque eu trabalho das 7h da manhã até quase meia-noite, e o meu tempo de ler foi para o espaço. Mas o último que eu li, que eu me lembre, foi um do John Grisham, “O Júri”.

11. Que tipo de livro o senhor mais vende por aqui?
A gente trabalha com todos os assuntos. Filosofia é uma das boas áreas para se vender, livros de Psicologia, geralmente livros para faculdade vendem bem. Engenharia, Direito, um pouco de tudo.

12. Você acredita que dá para viver a vida vendendo livros?
A longo prazo, dá.

13. Quanto tempo você geralmente leva para chegar até aqui diariamente?
Vinte minutos, trinta minutos no máximo eu chego aqui.

14. O que você faz quando não está aqui trabalhando? O que te dá mais prazer nessa vida?
Aí eu tô assistindo TV. À meia-noite, antes de dormir.

SEBO JOSE DE ALENCAR
Sebo José Alencar
Livros, discos, DVDs e um acervo gigante de Mangás. O Sebo José de Alencar é fácil de encontrar, e o acervo é particular e bastante organizado. Uma grande quantidade de livros novos dividem as prateleiras com os usados. Aqui nós conversamos com o Matheus, empolgado vendedor que topou falar conosco e dividir as suas experiências ainda recentes trabalhando com a livraria.

1. Nome, idade?
Matheus Bastos, 28.

2. Há quanto tempo você trabalha com livros?
Há três anos.

3. Há quanto tempo o sebo/livraria existe?
Faz uns dez anos que estamos por aqui.

4. Por que trabalhar com livros?
Porque eu adoro livros. Nunca pensei em trabalhar com outra coisa. Eu trabalhava em uma gráfica, cansei de trabalhar com aquilo, e decidi trabalhar com o que eu gostava mesmo – livros. Vim procurar emprego nesse sebo e foi o primeiro que decidi trabalhar, e estou aqui até hoje.

5. Como você encontra o material que vende aqui?
Se forem alguns livros, poucos livros, o normal é termos alguém vindo até aqui trazendo o material para venda. Se for um lote muito grande, o pessoal liga e a gente vai até a residência fazer uma avaliação.

6. Como funciona o movimento do público por aqui? Como é ter um sebo na Sé?
Essa é uma das melhores áreas para se ter um sebo em São Paulo. Acredito que a maior concentração de sebos da cidade está por aqui – deve ter uns dez se você procurar, aqui nessa área da Sé, e mais um monte do outro lado do Vale do Anhangabaú.

7. Historicamente, a área adjacente à Praça da Sé sempre foi conhecida por ter uma grande quantidade de sebos. Nos últimos anos, desde o início da década de 2000, esse número diminuiu consideravelmente. A que você relaciona essa diminuição no número de sebos no entorno?
Por causa da economia, que piorou imensamente nos últimos anos. Isso dificulta os sebos a se manterem, e diminui muito o interesse das pessoas que querem comprar os livros. Tem a internet também, mas não vejo muito como um empecilho, acho que tem bastante espaço para os dois.

8. Você se interessa por novos autores? Procura autores locais?
Não, a preferência é por material mais antigo. Normalmente em sebo não se trabalha com material novo.

9. Você acha que o povo brasileiro gosta de ler?
Hmm… não muito, não sei, difícil responder. Acho que tá melhorando. Tem público, tem gente que gosta.

10. Qual o último livro ou revista que você leu?
Tô lendo agora um do William Gibson, que é o “Máquina Diferencial”. Um livro steampunk aí.

11. Que tipo de livro o senhor mais vende por aqui?
Livros técnicos e clássicos. Livros de Direito, de Engenharia, Medicina, esse tipo de livro.

12. Você acredita que dá para viver a vida vendendo livros?
Dá.

13. Quanto tempo você geralmente leva para chegar até aqui diariamente?
Uma hora de busão.

14. O que você faz quando não está aqui trabalhando? O que te dá mais prazer nessa vida?Leio.

BANCA CARLOS GOMES
Banca do Carlos
A Banca do Carlos é um sebo relativamente recente, e com um formato diferente. Uma banca na Praça Carlos Gomes que poderia facilmente ser confundida com um jornaleiro, mas onde você não encontra nenhum periódico, apenas livros usados. Apesar da banca ser nova, o seu dono, João Batista Brandão, já está no negócio há mais de trinta anos.

1. Nome, idade
João Batista Brandão, 47 anos.

2. Há quanto tempo você trabalha com livros?
Há trinta anos.

3. Há quanto tempo o sebo/banca existe?
Há um ano e sete meses.

4. Por que trabalhar com livros?
Foi a primeira opção de trabalho que me apareceu, quando eu tinha dezessete anos, né? E eu comecei a trabalhar com o Brandão, que é um sebo tradicional aqui de São Paulo. Comecei a trabalhar limpando a casa, e daí fui aprendendo e tô até hoje no ramo. Saí de lá no ano 2000, aí fui trabalhar na livraria Nova Floresta, que é bastante tradicional também, e depois abri a primeira loja aqui na Praça Carlos Gomes e depois fui para Salvador, trabalhar com o Brandão de novo. Aí não deu certo, voltei para São Paulo, apareceu a oportunidade de criar essa banca e aqui tô eu de novo, né? Numa praça de São Paulo.

5. Como você encontra o material que vende aqui?
São diversos fornecedores, que compram em bazares, acervos particulares, e fazem a revenda. E também vamos à casa do cliente, avaliar as obras…

6. Como funciona o movimento do público por aqui? Como é ter um sebo na Sé?
Razoável. Tem bastante gente. Ajuda ser uma banca e não ser uma loja. A gente fica bem mais exposto.

7. Historicamente, a área adjacente à Praça da Sé sempre foi conhecida por ter uma grande quantidade de sebos. Nos últimos anos, desde o início da década de 2000, esse número diminuiu consideravelmente. A que você relaciona essa diminuição no número de sebos no entorno?
Os sebos em São Paulo sempre se concentraram nessa região. Eu acredito que quem não se atualizou para trabalhar na internet, quem lutou contra, acabou fechando as portas eventualmente.

8. Você se interessa por novos autores? Procura autores locais?
Geral, trabalho com “clínica geral”, como gosto de falar.

9. Você acha que o povo brasileiro gosta de ler?
Muito pouco!

10. Qual o último livro ou revista que você leu?
Li “Crime e Castigo”, do Dostoiévski.

11. Que tipo de livro o senhor mais vende por aqui?
Diversos! Livros de autoajuda, como esse aqui, “Inteligência emocional”, livros sobre o físico e psíquico, e os clássicos, que sempre vendem bem. Esse que citei do Dostoiévski, Thomas Mann, Camus, Herman Hesse, esses autores clássicos, sempre estarão na lista dos mais vendidos.

12. Você acredita que dá para viver a vida vendendo livros?
Dá para viver. Não luxuosamente, mas modestamente dá para viver.

13. Quanto tempo você geralmente leva para chegar até aqui diariamente?
Meia hora de metrô. Moro no Ipiranga.

14. O que você faz quando não está aqui trabalhando? O que te dá mais prazer nessa vida?
Tô trabalhando. Tenho os livros que vendo na internet, que ficam em casa, estamos sempre revisando, abaixando o preço, mexendo com livro. Só o domingo que a gente tira para descansar um pouco, né? Tomar uma cervejinha, encontrar os amigos, a família, ver televisão, botar os pés para o ar…

Um comentário em “Livreiros #3: Praça da Sé

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *