Deborah Johnson & Zandra Rolón Amato

Making Gay History: Temporada 3, Episódio 5

Tradução de Daniel Lühmann

 

Zandra Rolón Amato (esquerda) e Deborah Johnson, 1984. Crédito: Cortesia de Deborah Johnson.

 

Transcrição do episódio

Eu sou Eric Marcus e este é o Making Gay History!

Em 1983, aos 27 anos de idade, Deborah Johnson e Zandra Rolón Amato foram a um restaurante em Los Angeles para o que era para ser um jantar romântico. Em vez disso, elas acabaram no tribunal. As duas experientes ativistas do movimento pelos direitos civis de gays e lésbicas nos anos 1970 e começo dos 1980 se viram cara a cara com o tipo de discriminação que elas achavam que já tinha virado história.

No início dos anos 1980, dezenas de cidades e condados pelo país tinham aprovado leis protegendo os direitos de pessoas gays quanto a emprego, moradia e acomodações públicas, o que incluía restaurantes. Mas isso não significava que todo mundo cumpria as leis. E muitas dessas novas leis nunca tinham sido testadas nos tribunais.

Deborah Johnson cresceu em Los Angeles, no que ela mesmo descreve como uma “família negra bastante burguesa de classe média alta, uma família bem enraizada e extremamente bem conectada”. Deborah chamou a família de Zandra de “uma comunidade mexicana”. Zandra explicou, tirando sarro, que três quartos da população de Brownsville, no Texas, eram seus parentes.

A cena é a seguinte: é dia 5 de janeiro de 1991 e estou sentado na sala de Deborah e Sandra na casinha de campo das duas em Aptos, na Califórnia, a apenas algumas quadras do Oceano Pacífico no norte da Califórnia. Elas estão sentadas na beirada de suas poltronas, empolgadíssimas para contar como se viram no meio de uma batalha bastante pública pelos direitos civis, representadas pela famosa advogada Gloria Allred.

Depois de pedir a Deborah e Zandra que se identificassem, eu pergunto a Deborah o que a inspirou a ser uma ativista sincera e aberta ao público.

———

Deborah: Esse livro é sobre o quê?

Eric: Vou contar para vocês, mas só quero conferir o volume das vozes antes. Se vocês puderem só se apresentar.

Zandra: Zandra Rolón.

Deborah: Deborah Johnson

Eric: Por que vocês fizeram isso?

Deborah: Pela minha vida. Achei que eu ia morrer. Quer dizer, era a minha vida versus o comportamento das pessoas. Eu costumava ler secretamente a Lesbian Tide, que chegava naquele envelope pardo e eu escondia debaixo do colchão. Eu me lembro de ler aquilo e pensar: “Meu Deus, como elas podem ser tão sapatões? Como elas conseguiam simplesmente jogar beisebol e coisas assim com todo mundo sabendo, entende, que elas eram assumidas, como elas conseguiam fazer isso?” Porque eu ainda estava bem naquela coisa de dupla vinculação. Daí passei a ter uma noção de que eu estava como pegando uma carona. Que tinha muita gente colocandoo seu na reta. Quase como um gesto de se levantar para ser contada, algo assim.

Zandra: Sempre que aparecia uma ocasião para pessoas gays falarem sobre questões gays, eu sempre me candidatava. Fosse para falar em programas de rádio, conferências, faculdades, na mídia, nos jornais, toda e qualquer coisa. E acho que eu estava ficando mais aberta quanto a ser gay. Eu também estava me envolvendo mais em política por causa da necessidade de sair do armário ainda mais.

Deborah: Eu tenho a vantagem, em primeiro lugar, de ser educada. Minha experiência é que o viés acadêmico é muito presente no movimento gay e lésbico, e se você usa locuções verbais, não consegue escrever e tudo mais… E, sabe, tem muitos bons ativistas de raiz por aí que são pessoas brilhantes, entende, que não têm experiência acadêmica. E eu vi repetidas vezes as opiniões dessas pessoas sendo desvalorizadas ou elas não sendo levadas a sério, sabe, particularmente quando você lida com pessoas de cor.

E tinha muito racismo. Quer dizer, talvez os tipos de racismo mais descarados eram as políticas exclusivistas, esse tipo de merda que se via nos clubes onde, sendo negra, você só podia entrar em determinados dias. Chamávamos isso de “noite da plantation”. Tipo no Studio One ou coisas assim.

Eric: Eles tinham isso de verdade?

Deborah: Ah tinham!

Eric: Negros só eram permitidos em determinadas noites?

Deborah: Ah sim, a gente fazia piquete o tempo todo, claro. Sim, você só podia entrar no clube… o que é meio que uma ironia, porque a comunidade gay e lésbica estava muito atrás do que a comunidade hétero em relação aos direitos civis básicos e coisas assim.

Zandra: Algumas pessoas eram… precisavam mostrar dois ou três documentos com foto.

Deborah: Três documentos com foto.

Zandra: Agora, quantas pessoas carregam três documentos com fotos?

Deborah: Me deixa em paz, caramba. Sem sapatos abertos.

Eric: E isso por serem negras.

Zandra: Não era… Eles nuncia diziam isso…

Deborah: Arbitrário.

Zandra: Sim, eles nunca disseram isso, mas todas as pessoas de cor eram controladas, e excessivamente.

Deborah: Sim, se eu ia com uma amiga branca, talvez eu não passasse pela porta e ela sim. Sabe, esse tipo de coisa.

Eric: Eles tinham mesmo uma noite específica que as pessoas negras podiam ir?

Deborah: Sim! Tô te falando.

Eric: Eles propagandeavam a coisa assim?

Deborah: O modo como propagandeavam era através de entretenimento. Tipo um DJ negro ou música negra ou algum tipo de conotação indicando que era cultura daquele tipo que teria naquele dia.

Eric: E nessas ocasiões vocês não tinham os documentos controlados trÊs vezes.

Deborah: Tô te dizendo, era a maior piada. Noite de plantation.

Eric: Vocês ficavam loucas com isso?

Zandra: É terrível.

Deborah: Mais do que isso, quero dizer, mais do que loucas. Tipo, porra, como você ousa? Que merda você pensa que é? Assim, sério, quem você pensa que é? Você tem que perceber também que nós duas somos mulheres de cor. E não dá para separar isso, você não tem como separar nosso lesbianismo da nossa identidade racial. Por isso vivemos nessa coisa de uma consciência muito elevada. Quero dizer, contra todo tipo de coisas, daí você chega na comunidade gay e lésbica toda ingênua, esperando que fossem mais sensíveis.

Zandra: Como é possível um grupo oprimido oprimir outras pessoas?

Deborah: E eu ficava ouvindo sem parar que as pessoas de cor não importava e que nós éramos muito subordinadas, de alguma forma. Os brancos tinham a razão e só soltavam comentários raciais, insultos raciais.

Eric: As pessoas diziam coisas a esse respeito?

Deborah: Ah sim. Quer dizer, tipo, o tempo inteiro. O tempo inteiro. E aí por necessidade própria, sentindo esse ostracismo, quando eu tinha vinte e um, vinte e dois anos, comecei uma grande rede, um negócio de clube social para lésbicas negras, com cerca de seiscentas mulheres. E, na verdade, foi assim que eu conheci a Zandy.

Eric: Um grupo social para lésbicas. E nesse vocês podiam entrar?

Zandra: Elas deram uma festa nesse clube. Eu me lembro de entrar lá, vê-la no bar e pensar comigo mesma: “Minha nossa, perfeita”. Daí nos conhecemos e me dei conta: “Ih, vou arrumar encrenca com essa mulher. De algum jeito, em algum lugar, em algum momento, eu definitivamente vou arrumar encrenca com essa mulher.”

Eric: Vamos chegando na história do restaurante. Por que vocês fizeram uma reserva lá?

[O telefone toca.]

Zandra: Desculpe.

Eric: Vocês não tinham planejado fazer nenhum statement político ao ir jantar.

Deborah & Zandra: Não. De jeito nenhum.

Zandra: Era a primeira vez…

Deborah: Privacidade.

Zandra: Foi o primeiro fim de semana… Naquela época eu trabalhava de sábado. Então aquele era o primeiro fim de semana que teríamos um fim de semana inteiro desde que estávamos juntas. Também foi no ano antes do aniversário de Martin Luther King virar feriado. Era mesmo o primeiro fim de semana de verdade que passaríamos juntas.

Deborah: A gente ia tirar a sexta de folga. O aniversário dele era no dia quinze, um sábado, e a gente ia tirar folga na sexta. Isso foi na quinta à noite, dia treze de janeiro. Porque era isso, a gente ia tirar esse fim de semana prolongado.

Eric: 1983.

Deborah: De 1983.

Zandra: E um amigo meu tinha me falado desse restaurante que era muito bom. O restaurante tinha essas seis cabines em um dos lados que eram muito românticas, com cortininha e tudo, simplesmente perfeito.

Eric: E qual era o nome do restaurante?

Deborah & Zandra:  Papa Choux.

Zandra: Daí eu fiz as reservas. E nessa época a Deborah não sabia aonde a gente ia, era uma surpresa para ela. E quando chegamos no restaurante eles… e eu tinha pedido uma cabine. A gente chegou lá e…

Eric: A reserva era no seu nome…

Zandra: Sim, o maître do restaurante, ou a pessoa que achamos que era o maître – depois descobrimos que ele não era – era um garçom, e ele meio que começou a questionar a gente: “Certeza que vocês querem uma cabine?” E a gente disse que sim, que era aquilo… A Deborah não sabia o que a gente queria porque ela não…

Deborah: Eu disse que a gente queria a cabine. Sim, a gente quer a cabine.

Zandra: Daí nos levaram até a mesa. E é o tipo de restaurante que, nessas cabines, você tem que afastar a mesa para poder entrar.

Deborah: Tinha um formato tipo de ferradura.

Zandra: Sim, tinha esse formato de ferradura. E no meio da ferradura tinha tipo uma fonte e ali tinha um cara… um violinista que se aproximou. E as cabines… bem na frente da mesa tinha uma cortininha simples que fechava. E luz de velas. Era romântico, só isso.

Eric: Vocês tinham chegado a pensar que isso poderia ser um problema?

Zandra: Nem um pouco.

Eric: Não passou pela cabeça de vocês.

Zandra: Nem um pouco. Quer dizer, para mim, a discriminação nunca passa primeiro pela minha cabeça, jamais.

Eric: Vocês não se sentiram estranhas ao fazer a reserva…

Zandra: Não.

Deborah: A gente não se isola em guetos desse jeito. A gente não se isola em guetos. O mundo é onde a gente vive.

Zandra: Eles nos mostraram a nossa mesa. Nós nos sentamos.

Deborah: E estávamos esperando os cardápios. Fazia uns três minutos que estávamos lá, o que é um tempo decente até – de três a cinco minutos. E o mesmo cara voltou, afastou a mesa de novo e nos disse: “Sinto muito, sabe, mas vocês não podem se sentar aqui.” E foi então que ele começou toda essa ladainha de que é contra a lei…

Zandra: É contra a lei e, tipo…

Deborah: …servir duas mulheres nessas cabines. Foi aí que expliquei para ele que éramos ativistas há muito tempo e que aquilo era uma baboseira. Se eu posso ir para um motel com essa mulher, eu sei que posso sair para comer com ela. Foi o que dissemos a ele. A gente disse: “Não sei, sabe… você tá drogado? Assim, qual o problema?”

Zandra: E, claro, naquela altura, sabe, todo mundo estava olhando das suas cabines. E nós começamos… Pedimos para falar com o gerente e…

Deborah: A gente não ia sair dali.

Zandra: Daí veio o gerente… O cara que, no fim das contas, era o maître de verdade, e não o gerente. A gente pensou que estava falando com o gerente. Ele continuava dando a desculpa tipo de sentar no fundo do ônibus. Do tipo: “Vocês podem sentar ali, vocês podem sentar acolá e ganhar uns drinks de graça.” Essa coisa toda. “Mas vocês não… vocês não podem se sentar aqui. Vocês não serão servidas aqui.” E continuou insistindo que era contra a lei, que era contra a lei. E a gente continuava dizendo que aquilo era mentira.

Deborah: E, sabe, eu realmente fico fula da vida de pensar nisso. Aquilo me deixou mais irritada. Você tem que se lembrar que era quase aniversário do Martin Luther King e a gente ia viajar no dia seguinte para mostrar a nossa solidariedade, a importância disso e a coisa toda. E se tem algo que King ensinou pra gente, era que podíamos nos sentar onde a gente bem entendesse no restaurante. E o cara continuava dizendo que era para casais.

Zandra: Ah sim, exclusivo para casais.

Deborah: Exclusivo. E agente disse: “Um casal de quê?”

Zandra: Nós somos um casal.

Deborah: Daí ele começou a se esquivar falando do proprietário. Disse que o proprietário era inflexível.

Zandra: A gente anotou o nome de todo mundo.

Deborah: Que nenhum par só de homens nem só de mulheres seria servido ali. Daí isso durou por uns quinze minutos. A gente não ia arredar pé, tinha começado a discutir aos gritos. E, bom, ele olhou para nós como quem diz: “Vocês podem apodrecer aí e ficar paradas no inferno. Nós vamos servir vocês em outro lugar, esta seção não é para pessoas como vocês.”

Eric: Ele tinha alguma ideia de com quem estava falando?

Zandra: Não.

Deborah: Nah, acho que não.

Zandra: A gente saiu de lá furiosas, anotando o nome de todo mundo e furiosas.

Deborah: Sabe, acho que ela estava mais irritada do que eu, embora eu estivesse bem irritada.

Zandra: Furiosa. Eu nunca, nunca, nunca tinha tido algo recusado assim por ser quem eu era, nunca. Sabe, eu sabia da discriminação que ainda continuava. Meu avô foi discriminado do mesmo jeito que os negros, onde as coisas eram segregadas, significava que tinha os brancos e os outros. Ouvi muito sobre a discriminação que meu avô tinha sofrido… Mas isso nunca tinha acontecido comigo. Nunca tinham me dito que eu não podia fazer, ter ou ser algo por ser quem eu era ou pela cor da minha pele. E aí eu… Como você ousa! Como ousa fazer isso!

Deborah: Fodeu com o encontro dela. Fazendo um resumo rápido… Bom, o que aconteceu. Tudo bem, fomos para o tribunal. A corte primária foi contra nós. A corte de apelação foi a nosso favor. Daí eles tinham direito a recorrer na suprema corte, e foi o que fizeram. Quando a corte suprema disse que não trataria o caso, isso significou que a decisão do nível inferior seguinte, a corte de apelação, é que valeria.

Teve uma janela de uns quatro ou cinco dias entre a corte de apelação descobrir que a corte suprema não trataria o caso e então aplicar o que eles tinham começado a fazer desde o princípio. Nesse intervalo, o restaurante fechou, eles fizeram muita publicidade, tinha todo um movimento público e tal. Então, assim… Em vez de servir a gente e cumprir a lei, eles simplesmente fecharam as cabines. Eles disseram: “Foda-se, nós não vamos fazer isso nunca.” Eles tinham toda uma movimentação pública – tipo, câmeras, o jornal das onze e essa coisa toda. Drinks de graça. Os jantares românticos morreram naquele dia. Anúncios publicados.

Zandra: Sim, foi terrível.

Eric: É repulsivo.

Deborah: Sim, eles acabaram fechando.

Zandra: Bom, desde o início, eles… vestiram as luvas de boxe. Quer dizer, o propósito deles era lutar contra a gente até o fim, e foi o que a gente acabou fazendo.

Eric: Então isso foi o fim das cabines.

Zandra: Foi o fim das cabines.

Deborah: Bom, basicamente, porque a gente voltou lá, eles soltaram a medida limitar, a ação de julgamento sumário. A gente ganhou e eles pagaram os honorários da advogada e a nossa multa, de US$ 250 cada, que era a multa da regulamentação local.

Zandra: Eles tiveram que pagar os honorários da advogada, que eram de…

Deborah: …quase US$ 30.000.

Zandra: Pois é…

Deborah: Sim, quase US$ 30.000. Daí fecharam as cabines. É meio igual aconteceu em Mississippi e no Alabama. Em vez de deixar as crianças negras nadar nas piscinas públicas, eles simplesmente fecharam a piscina.

Eric: Tirar as crianças brancas das escolas públicas e abrir uma academia.

Deborah: Sim, foi o que eles fizeram. Eles simplesmente fecharam.

Eric: Valeu a pena?

Zandra & Deborah: Ah, valeu sim. E como!

———

Deborah Johnson e Zandra Rolón Amato nunca pretenderam testar as leis antidiscriminação, mas acabaram fazendo isso e levando a melhor. E mesmo  que o dono do restaurante Papa Choux tenha simplesmente colocado suas cabines na sarjeta, o caso de Deborah e Zandra deu força para as regulamentações locais sobre os direitos dos gays. Ainda que o caso delas não tenha mudado de fato o projeto de lei da Califórnia para acrescentar a orientação sexual, a corte de apelação interpretou a lei como incluindo a orientação sexual. Além disso, o caso proeminente delas nos tribunais virou notícia nacional e mostrou o impacto do preconceito sobre cidadãs normais que estavam simplesmente tentando viver suas vidas.

 

Los Angeles Magazine, January 1984.

 

Deborah e Zandra se separaram em meados dos anos 1990. Eu liguei para as duas esses dias atrás para saber como elas estavam e perguntar sobre esse momento histórico.

A Dra. Zandra Rolón Amato é quiroprata particular. Ela me disse que a experiência com o caso Papa Choux e a atenção dada pela mídia permitiu que ela se engajasse plenamente na sua vida como lésbica e sentisse orgulho disso.

A reverenda Deborah Johnson é fundadora e diretora espiritual da Inner Light Ministries em Santa Cruz, na Califórnia – uma comunidade espiritual com 2.500 integrantes.

Deborah disse que a memória favorita dela daquela época é a de ouvir a advogada Gloria Allred em debate ao vivo no rádio com o advogado do Papa Choux. Em sua tentativa de alegar que o que o restaurante tinha feito não era discriminação contra pessoas gays, ele disse que a equipe do restaurante não sabia que Deborah e Zandra eram lésbicas porque elas estavam muito bem-vestidas. Ah, tá bom, e todos os homens gays amam os musicais da Broadway. Enfim…

 

O Making Gay History é fruto de um esforço coletivo. Nosso muito obrigado à produtora executiva Sara Burningham e à engenheira de som Anne Pope. Contamos com assistência de Josh Gwynn. Nossa música tema foi composta por Fritz Meyers. Muito obrigado também ao estrategista de mídias sociais Will Coley, ao nosso webmaster Jonathan Dozier-Ezell, aos pesquisadores Bronwen Pardes e Zachary Seltzer, e também ao nosso intrépido editor de imagens, Michael Green. Um agradecimento muito especial também para a nossa guardiã Jenna Weiss-Berman.

O podcast Making Gay History é uma coprodução da Pineapple Street Media, com assistência do departamento de arquivos e manuscritos da Biblioteca Pública de Nova York e do ONE Archives nas Bibliotecas USC.

A terceira temporada deste podcast se tornou possível com financiamento da Fundação Ford, que está na dianteira de iniciativas de mudança social em todo o mundo.

E se você gostou do que ouviu, se inscreva no Making Gay History no Apple Podcasts, Spotify, Stitcher, NPR One ou onde quer que você ouça seus podcasts. Você também pode visitar o site makinggayhistory.com. É lá que você encontra todos os nossos episódios, incluindo fotos, anotações e links para informações adicionais sobre todas as pessoas que apresentamos no Making Gay History.  

Até mais! Nos vemos numa próxima!

 

Notas do episódio

Quando Deborah Johnson e Zandra Rolón Amato, duas veteranas do movimento pelos direitos civis LGBTQ, ambas com vinte e sete anos, foram para um jantar romântico numa quinta-feira, dia 13 de janeiro de 1983, no restaurante Papa Choux em Los Angeles, elas não faziam ideia de que acabariam no tribunal defendendo o direito a serem servidas.

O caso de discriminação delas que se tornou um marco foi conduzido pela advogada Gloria Allred, e tem uma ressonância especial nos dias de hoje à medida que uma quantidade crescente de pessoas nos Estados Unidos reivindicam seu direito legal de discriminar pessoas LGBTQ, como no famoso caso do padeiro que se recusou a fazer um bolo de casamento para um casal gay, história que você pode conhecer melhor aqui.

Para saber mais sobre Deborah Johnson, Zandra Rolón Amato e o caso de discriminação no restaurante Papa Choux, dê uma olhada nos links, fotos, documentos e na transcrição do episódio.

———

Abaixo estão o press release de 9 de junho de 1983 feito por Gloria Allred, advogada de Deborah e Zandra, anunciando o processo que estava sendo movido contra o restaurante Papa Choux.

 

 

O Los Angeles Times relatou o caso em artigo publicado em 10 de junho de 1983, disponível abaixo.

Veja abaixo o press release de 13 de janeiro de 1984 anunciando uma vigília com velas acesas no restaurante Papa Choux no dia do aniversário de Martin Luther King Jr. para protestar contra a discriminação sofrida por Deborah e Zandra.

 

 

Depois que Deborah Johnson e Zandra Rolón Amato levaram adiante o caso contra o restaurante Papa Choux, o dono do restaurante fez um anúncio no jornal em 24 de junho de 1983, disponível aqui ou abaixo.

Em 25 de maio de 1984, o Los Angeles Times publicou um artigo sobre uma manifestação realizada pelo dono do restaurante Papa Choux para marcar a “morte” do “verdadeiro jantar romântico”. O artigo está logo abaixo:

 

 

 

Mas informações sobre a Gloria Allred, a advogada que representou Deborah e Zandra no caso contra o restaurante Papa Choux por aqui.

Em sua entrevista ao Making Gay History, Deborah Johnson e Zandra Rolón Amato discutem sua experiência de discriminação no clube gay Studio One em Los Angeles, que fechou as portas em 1988. Aqui vão duas informações sobre esse clube: um editorial de opiniã escrito por Ann Friedman sobre a preservação do prédio onde era o clube e uma carta ao editor na qual Don Kilhefner traça um retrato do Studio One algo familiar a Deborah e Zandra.

A história oral de Deborah e Zandra em 1991 pode ser encontrada no livro Making Gay History, de Eric Marcus.

Ouça Deborah Johnson falando sobre a Prop 8 na Califórnia em entrevista de 2008 ao programa “Tell Me More” da NPR.

Para saber mais sobre o passado de Deborah Johnson e seu trabalho atual, clique aqui.

 

Reverenda Deborah Johnson, 2017. Crédito: Cortesia de Deborah Johnson.

E para saber mais sobre o trabalho de Zandra Rolón Amato, clique aqui.

Zandra Rolón Amato (direita) e sua mulher, Lori Amato. Crédito: Cortesia de Zandra Rolón Amato.

 

Temporada 3, Episódio 5: Deborah Johnson & Zandra Rolón Amato é uma cortesia do Making Gay History. Encontre o podcast Making Gay History em todas as principais plataformas de podcast e em www.makinggayhistory.com.

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