A acessibilidade como valor maior na busca pela sustentabilidade e independência. Um experimento.

A acessibilidade como valor maior na busca pela sustentabilidade e independência. Um experimento.

                                                                                                                                Por Rachel Gontijo Araujo

 

Nossa única fonte de financiamento vem das pessoas que compram nossos livros. A verdade, entretanto, é que muitas vezes o próprio público não tem consciência do seu papel de colaborador, não se vê, não se enxerga como investidor. Infelizmente, essa nossa visão restrita das relações humanas e da economia talvez não nos possibilite compreender a relação entre público e editora para além de uma simplista equação mercantil. Somos ensinados na maior parte do tempo a pensar que investidores são somente aquelas corporações, instituições bancárias, privadas e governamentais, “grandes fortunas”, quase que sem rosto. E não que o ato de consumir e o investimento na cultura (e, sejamos sinceras, em tudo na verdade) é um instrumento de ação sociopolítica, individual e coletiva, e por consequência, um instrumento para atingir o tipo de desenvolvimento desejado na cidade, país e mundo que habitamos. Em outras palavras, temos aceitado há muito tempo as estruturas que inventamos e que muitas vezes já nascem ultrapassadas e continuamos as dando como verdade em si.
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